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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
Cachoeira de Cocais
Fotógrafo Adolfo CastroAtração imperdível é a Cachoeira de Cocais, também chamada de Cachoeira da Pedra Pintada, um verdadeiro oásis escondido na mata.
As dez quedas d'água em uma montanha de pedra de mais de trinta metros proporcionam espetáculo magnífico. No poço enorme, aos pés da cachoeira, as águas formam várias piscinas entre as pedras. O acesso à cachoeira é de estrada de terra, sendo que metade do caminho pode ser feita de carro, e o restante a pé, em trilha no meio da mata. A área se estende por duas propriedades particulares e é preciso pagar taxa de entrada.
As dez quedas d'água em uma montanha de pedra de mais de trinta metros proporcionam espetáculo magnífico. No poço enorme, aos pés da cachoeira, as águas formam várias piscinas entre as pedras. O acesso à cachoeira é de estrada de terra, sendo que metade do caminho pode ser feita de carro, e o restante a pé, em trilha no meio da mata. A área se estende por duas propriedades particulares e é preciso pagar taxa de entrada.
Como chegar: saindo do Largo de N. Sra. do Rosário, seguir pela Estrada Real, observando os marcos fixados. A partir daí são 4,5 km. Ao chegar à portaria de acesso, é preciso caminhar por mais 1,5 km. O espetáculo natural fica na Serra da Conceição, a 6 km da Vila de Cocais.
É um excelente local para os adeptos de canyonning, trekking e mountain bike.
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segunda-feira, 24 de março de 2008
Igreja de Santana
Bem tombado: Igreja de Sant'Ana
Localização: Largo de Sant'Ana
Data da construção: Século XVIII
Ator do projeto: *
Proprietário: Cúria Arquidiocesana de Mariana
Tombamento: Pocesso nº 75-T, Inscrição nº 268, Livro Belas-Artes, fls. 46
Data: 08. IX. 1939
Finalidade atual: Culto religioso
A igreja de Sant'Ana, no antigo Arraial de Cocais, foi construída na segunda metade do século XVIII, no período em que a prosperidade das minas fez que fossem construídas as igrejas não mais em taipa, mas em pedra e cal. Já no século XIX, o edifício tornou-se capela privativa do rico proprietário Feliciano Pinto Coelho, Barão de Cocais, que enriqueceu o monumento com seu poder econômico e prestígio. Destaca-se pela rica talha dourada dos três altares e pela influência oriental de artesãos da Colônia do Século XIX . A imagem de Sant’Anna mede 1 metro e meio e foi trazida de Portugal. Foi capela particular da família Furtado Leite (Fundadores do Distrito de Cocais) e da família Pinto Coelho, da qual descende o Barão de Cocais que se encontra sepultado no interior da igreja.Paralelamente, na mesma localidade, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, administrada pela Ordem de ricos homens de cor, garimpeiros e faiscadores forros, era entretanto construída de taipa e madeira, e possuía altares muito rudimentares, de dourados singelos. A capela de Sant'Ana, em oposição, é notável pela riqueza de suas talhas e pinturas. Durante muitos anos essa igreja foi a matriz do povoado.
A construção em pedra e cal modifica-se na torre única central, edificada em taipa e madeira. Possui uma única nave e como anexo o compartimento da sacristia. Na fachada, a porta principal tem as ombreiras e a verga curva, com cimalha, esculpidas em pedra. A porta é entalhada e almofadada. Duas janelas rasgadas, ao nível do coro com guarda-corpos de madeira torneada. A cimalha é também de pedra, encurvada na parte central contornando um relógio. O frontão é ladeado por coruchéus e a torre é coberta por telhado em quatro águas em forma de pirâmide, sobre o qual ergue-se arremate em pirâmide, com a esfera armiliar e a cruz. O telhado da igreja é em duas águas.
O interior é representativo das capelas ricas construídas através do vale do rio Doce e a talha suntuosa é da melhor qualidade. Como indício da construção mista (taipa e pedra), existe ancoragem das paredes ao nível da cimalha e o arco cruzeiro, revestido de madeira encimado por ornamentação de talha dourada. Os altares e retábulos laterais do cruzeiro são de talha profusamente ornamentada, com figuras de anjos, pelicanos e ornato fitomorfos, além de volutas barrocas. As imagens dos altares indicam as devoções: Santa Efigênia, Santo Antônio. A capela-mor acusa a presença de taipa e madeira, com o forro em tábuas, sem pintura decorativa. No altar-mor e respectivo retábulo, igualmente ricos há belas imagens de São Joaquim e São José, além do crucifixo. O frontal do altar é semelhante aos laterais, mas o destaque da capela-mor deve ser dado á presença de decoração de estilo oriental em pintura á imitação de laca vermelha e ouro, como se encontram na Matriz e na Igreja do Ó em Sabará. Os balaústres grade de comunhão contam entre os mais elaborados e mais ricos da região, e estão em excelente estado de conservação. Os móveis, alfaias e objetos de prata desapareceram.
Bibliografia:
Arquivo Público Mineiro, 272-SG, documento de 9 de março de 1779.Macedo, Epaminondas de. Ficha descritiva nos Arquivos da SPHAN. Data: 25. IV. 1938.SPHAN, Arquivo e documentação geral.
O interior é simples. Os altares são em talhas, sendo a ornamentação, predominante elementos planos. Dois altares em talha, sob a invocação de São José e Nossa Senhora das Dores. O altar-mor é rico e trabalhado, possuindo dois nichos com as imagens de São Bendito Santa Efigênia. Dois púlpitos de madeira branca, com talhas simples. No forro da capela-mor, pintura da coroação de Nossa Senhora do Rosário em vermelhos vivos e azuis. O tapa-vento é bem antigo, contemporâneo da igreja. Localizada no Largo de Santana – distrito de Cocais – a construção da igreja de Santana é da segunda metade do século XVIII, quando começaram a aparecer em Minas Gerais, as igrejas de pedra e cal. Na decoração interna, destaca-se a rica talha dourada dos três altares. O período da madeira tem forte influência oriental de artesãos da colônia do século XX. Em 1921, passou por reformas e pintura.
Everton de Paula
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Igreja Nossa Senhora do Rosário

Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Bem tombado: Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Bem tombado: Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Localização: Largo do Rosário
Data da construção: Século XVIII
Autor do projeto: *
Proprietário: Cúria Arquidiocesana de Mariana
Tombamento: Processo nº 75-T, Inscrição nº 269, Livro Belas - Artes, fls. 46.
Data: 08. IX. 1939
Finalidade atual: Culto religioso
Como muitas igrejas do Rosário esta foi construída por um grupo de negros forros e senhores mestiços, na época da mineração. Ignora-se porém qualquer informação com respeito a data de construção e quais os profissionais que dela participaram. Pela tradição local, contudo, foi a primeira matriz do local, anterior a de São João Batista.
Esta Igreja foi erguida em 1855 por iniciativa do Alferes Antonio da Silva Sampayo, para que os escravos, os negros forros e os mestiços da irmandade de Nossa senhora do Rosário assistissem às missas, uma vez que os mesmos não podiam entrar na Igreja de Santana (que era freqüentada pelos senhores e nobres) e passou a ser a principal da Vila. A Matriz do Rosário está situada no Largo do Rosário, defronte ao Cruzeiro e ao Chafariz e foi sepultado em sua Sacristia o Mons. João Raimundo de Oliveira, benfeitor da Vila, e que realizou o acréscimo da Igreja. Passou por várias reformas, e é tombada pelo IPHAM.Construída em madeira e taipa, esta igreja tem frontispício simples. Porta central almofadada; acima: três janelas torneados. Luz com resplendor no alto do frontão, e no centro deste, óculo envidraçado. O conjunto é enquadrado por duas torres cobertas por telhados em pirâmides galbadas, encimada por coruchéus. O interior é simples. Altares laterais, em talha simples, sem ornamentação, sob a invocação de São José e Nossa Senhora das Dores. O altar-mor e retábulo são mais ricos e trabalhados, com dois nichos e imagens de santos negros: São Benedito e Santa Efigênia. No forro da capela-mor há uma pintura, representando a coroação da Senhora do Rosário. É de notar o antigo tapa-vento.
Depois de algum tempo fechada para reforma, a Igreja do Rosário foi entregue restaurada à comunidade da Vila de Cocais em 5/10/2003. Nesta ocasião, comemorou-se o dia da santa com a presença do arcebispo D. Luciano de Almeida, Pe. Nedson, Pe. Célio Dell'Amore, Pe. Valter, Diácono Apolinário, seminaristas de Mariana e entidades religiosas da região. Nas fotos mostramos a reabertura e o interior da igreja, o cortejo de Rosário, festeiros, congado e bandas. Clique aqui para ver a galeria de fotos deste evento tiradas pelo jornalista Everton de Paula proprietário da Pousada das Cores: http://www.pousadadascores.com.br/
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Bibliografia:
Carrazzoni, Maria Elisa. Guia dos Bens Tombados, Exped - Expansão Editorial Ltda., Rio, 1980.
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N. S. Rosário
Distâncias
Foto do site baraoonline
Distâncias InterestaduaisBrasília
840 km
BR 050/ BR 262
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840 km
BR 050/ BR 262
ver transportes
Distâncias Intermunicipais
Terminais Aéreos
Nome: Campo de Pouso de Barão de Cocais
Distrito: Sede
Extensão da pista: 700x40, sem pavimentação e sem iluminação
Terminais Rodoviários
Distrito: Sede
Extensão da pista: 700x40, sem pavimentação e sem iluminação
Terminais Rodoviários
Nome: Terminal Rodoviário São João do Morro Grande
Endereço: Av. Wilson Alvarenga Oliveira, 190
DDD: 31
Telefone: 3837-1642
O Cocais - O Início




Fotos do site baraoonlineCocais, distrito do município de Barão de Cocais ou, Vila Colonial de Cocais, faz parte da Estrada Real – o Circuito do Ouro – um ponto turístico com um interessante conjunto arquitetônico do período colonial formado por antigos casarões e igrejas.
Os coqueiros (cocais) que embelezam os campos dos arredores, inspiraram o nome do distrito que tem como destaque o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada, a Cachoeira de Cocais e as Igrejas. Durante muito tempo, Cocais foi um importante ponto de parada dos tropeiros que circulavam pela Estrada Real, indo e vindo do sertão mineiro. Ainda hoje podem ser vistos resquícios dos ranchos que abrigam esses viajantes
Cocais não se destaca no circuito do ouro somente pelas suas belezas naturais e importância histórica, mas também pela fama que adquiriu desde os tempos coloniais, de ser um celeiro agropecuário e de riquezas minerais.
São 18 municípios que compõe esse circuito do ouro divididos em cidades, vilas e lugarejos: Barão de Cocais (em especial Cocais), Belo Vale, Bom Jesus do Amparo, Caeté, Catas Altas, Congonhas, Itabira, Itabirito, Mariana, Nova Lima, Ouro Branco, Ouro Preto, Raposos, Rio Acima, Sabará, Santa Bárbara, Santa Luzia, São Gonçalo do Rio Abaixo.
Os coqueiros (cocais) que embelezam os campos dos arredores, inspiraram o nome do distrito que tem como destaque o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada, a Cachoeira de Cocais e as Igrejas. Durante muito tempo, Cocais foi um importante ponto de parada dos tropeiros que circulavam pela Estrada Real, indo e vindo do sertão mineiro. Ainda hoje podem ser vistos resquícios dos ranchos que abrigam esses viajantes
Cocais não se destaca no circuito do ouro somente pelas suas belezas naturais e importância histórica, mas também pela fama que adquiriu desde os tempos coloniais, de ser um celeiro agropecuário e de riquezas minerais.
São 18 municípios que compõe esse circuito do ouro divididos em cidades, vilas e lugarejos: Barão de Cocais (em especial Cocais), Belo Vale, Bom Jesus do Amparo, Caeté, Catas Altas, Congonhas, Itabira, Itabirito, Mariana, Nova Lima, Ouro Branco, Ouro Preto, Raposos, Rio Acima, Sabará, Santa Bárbara, Santa Luzia, São Gonçalo do Rio Abaixo.
O asfalto liga todas as regiões, mas pode-se aventurar por estradas de terra. O Ciclo do Ouro foi o mais rico período da História do Século XVIII. O metal revolucionou o mundo. Em todos esses municípios o patrimônio arquitetônico é testemunha do passado histórico-cultural e a natureza oferece belezas que precisam ser conhecidas e preservadas.
Cocais foi fundada no séc. XVIII, no dia 26 de julho de 1703, pelos bandeirantes Antônio e João Furtado Leite, irmãos portugueses que na ocasião erigiram uma tosca capela sob a invocação de Santana. Em 1769 era construída uma igreja definitiva, a atual, que possui talha dourada no estilo oriental. Igreja essa de traços aristocráticos, construída para abrigar os ancestrais do Barão de Cocais e sua própria e numerosa família tradicional de Minas, os Pinto Coelho da Cunha.
Em 1835, quando o Barão de Cocais foi governador de Minas Gerais (presidente da província) realizou melhoramentos na vila de Cocais, como urbanização e calçamento, além da reforma da capela de Santana, como pintura, ampliação e douramento dos altares.
Em 1855, o alferes Antônio da Silva Sampaio mandou construir a matriz de Nossa Senhora do Rosário, para que nela os escravos pudessem assistir às missas, impedidos que eram de freqüentar a igreja de Santana. Anos depois ela foi ampliada por iniciativa do Monsenhor João Raimundo de Oliveira, ali sepultado, e se tornou a igreja principal da vila de Cocais, pois a de Santana era freqüentada pela elite da vila. Ali se reuniam de fato e além dos familiares do Barão de Cocais, o Conde de Oyenhausen - chefe de milícias de Cocais e o Visconde de Barbacena, proprietário das minas de Brucutu.
Ambas igrejas são tombadas pelo IPHAN.
Cocais é rica em exemplares de arquitetura civil, destacando-se o interesse do conjunto urbano, principalmente ao redor das Igrejas de Santana e do Rosário. O casario conserva, ainda hoje, a característica arquitetônica colonial.
Cocais, já descaracterizada pelo calçamento de paralelepípedos - ainda conserva traços da época de esplendor do ouro, então explorado pela Companhia Brasileira de Mineração da Serra de Cocais, fundada pelo Barão em 1833 com o auxílio de capital inglês levantado por Oxenford. Os trabalhos tiveram início em 1834 e, segundo relatório de Henwood a empresa produziu, de 1833 a 1846, 557 libras de ouro que foram depositadas em bancos da Inglaterra, daí originando a pretensa fortuna do Barão de Cocais.
No Largo de Santana está o Solar da Ladeira, onde hospedou-se o Duque de Caxias que veio ao encontro do Tenente-Coronel José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o futuro Barão de Cocais, ao término da Revolução Liberal de 1842. Certamente Caxias não o encontrou, pois o Tenente-Coronel estava escondido numa das grutas da Serra da Conceição, temeroso da prisão pela derrota do movimento revolucionário.
O Solar da família Pinto Coelho localizava-se defronte à igreja de Santana e interligava-se a ela através de um túnel, ainda existente. Hoje demolido, o casarão tinha dois pavimentos e nele o Barão passou os últimos dias de sua vida, após retornar da Corte (Rio de Janeiro), onde fora moço fidalgo da Casa Imperial. Após sua morte, o Solar abrigou a família do Coronel Manoel Pereira dos Santos Penna, irmão do então futuro Presidente do Estado Afonso Pena. Conhecido por Neca Penna, seu corpo encontra-se sepultado no adro da igreja de Santana, no pequeno mausoléu da família.
As ruínas da Fazenda da Cachoeira, onde nasceu José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, está distante do centro histórico da vila, aproximadamente 3 km.
Nos arredores de Cocais, a Cachoeira de Cocais ou Cachoeira da Pedra Pintada é a principal cachoeira formada no leito do Rio Una. As dez quedas que descem de uma montanha de pedras de mais de 30 metros, proporcionam um espetáculo maravilhoso. Logo após os saltos, formam duchas naturais e uma grande piscina, onde é possível tomar banhos.
Próximo a Cachoeira de Cocais encontra-se o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada, um abrigo natural de rochas quartzíticas, onde os homens pré-históricos deixaram sinais de sua permanência através de pinturas rupestres.
Foi nesse ambiente histórico que Cocais recebeu visitantes ilustres, como Von Spix e Von Martius, Saint Hilaire, Richard Burton, John Emannuel Pohl e tantos outros. Com uma população descendente de nobres, existiam na vila mais de vinte pianos, que animavam os bailes nos antigos casarões. Talvez tenha sido esse o motivo que inspirou Fernand Jouteau a comprar a ópera "Os Sertões", famosa em todo o país.
CEP: 35975-000
DDD: 31
Este destino (Cocais) está vinculado a:
Estrada Real: Barão de Cocais - Diamantina - Rota dos diamantes
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